quinta-feira, 26 de julho de 2007

Mata Virgem

Você é um pé de planta
Que só dá no interior
No interior da mata
Coração do meu amor

Você é roubar manga
Com os moleques no quintal
É manga rosa, espada
Guardiã no matagal

Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor

Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor

Úmida de orvalho
Que o sol não enxugou
Você é mata virgem
Pela qual ninguém passou

É capinzal noturno
Escuro e denso protetor
De um lago leve e morno
Teu oásis seu amor

Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor
qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor

Úmida de orvalho
Que o sol não enxugou
Você é mata virgem
Pela qual ninguém passou

É capinzal noturno
Escuro e denso protetor
De um lago leve e morno
Teu oásis seu amo


Raul Seixas e Tânia Menna Barreto


domingo, 15 de julho de 2007

Preto Velho

Aquele preto, tão preto
Co´aquela barba branca, tão preta
E aquele olhar tão meigo
De quem espera ganhar
Um sorriso incolor

João Ricardo

Na Hora Do Almoço

No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.
Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada, lacrada,
selada,
molhada de medo.
Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.
... E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega a morte
(ou coisa parecida)
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida.
Ou coisa parecida aparecida

Belchior

terça-feira, 3 de julho de 2007

Desenvolvimento

Na segunda metade do século passado a crise do modo de produção capitalista industrial já no fim do seu ciclo mobilizava toda uma geração que protagonizava um importante momento global. No ano de 1968 observamos o início de um processo de globalização dos movimentos sociais a necessidade buscar um outro foco para o problema global foi que pressionou estudos sobre as mudanças climáticas que a Organização das Nações Unidas no início da década de 70. É nesse contexto que surge o conceito Desenvolvimento Sustentável.

O desenvolvimento sustentável surge como uma nova forma de desenvolvimento para o século XXI. A necessidade de encontrar um ponto de equilíbrio no modo de produção capitalista que pudesse compatibilizar as dimensões econômica, social e e ambiental coloca-se como ponto base no plano conceitual, assim trazendo a tona o primeiro dilema “como aceitar que o Homem explore a si próprio e não tenha o mesmo comportamento com o meio ambiente?” Já em 2002 a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável se reuniu em Joanesburgo com o objetivo de definir um pouco mas o conceito e coloca que “o Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental.”

É claro que existe contradições latentes nesses pilares e o fato de não se mudar o modo de produção só corrobora para permanência destas contradições. Enquanto a “super-potência mundial” não reconhecer sua periculosidade e continuar achando que os compromissos assumidos no protocolo de Kyoto interferem negativamente na economia norte-americana a busca de um desenvolvimento realmente sustentável fica cada dia mais complexa. Pensar o desenvolvimento sustentável como a única solução aceitável de um futuro para a Terra não é mais uma exclusividade das pessoas engajadas no movimento ambientalista. Hoje observamos o Planeta cheio de problemas no Ecossistema gerados pelo meu uso de seus recursos pelo Homem, assim buscar uma solução para a permanência da vida humana na Terra passa ser uma preocupação de todos e de importância maior para as próximas gerações de administradores que vão enfrentar esse problema ainda mais latente.

Autocracia

Autocracia literalmente significa a partir dos radicais gregos autos( por si próprio), cratos(governo), governo por si próprio. O sentido do termo tem uma denotação histórico concreto e política que convergem em muitos pontos.


As monarquias não são sempre autocratas, nem sequer as monarquias absolutistas o são. Caso uma monarquia absoluta seja de direito divino não pode ser considerada como uma autocracia, porque a sua legitimidade depende de uma entidade superior (Deus).


Historicamente se refere ao Império Bizantino em que o imperador se denominava autocrator, o que significava para ele que seu poder era supremo, absoluto, ilimitado, irresponsável com relação a qualquer instituição terrestre e dado somente por Deus. Era um governo total sobre a sociedade porque controlava o domínio temporal e espiritual história do termo se prolongou após o fim do Império Bizantino com a adoção pela Rússia da ideologia imperial de Bizâncio. Além de adotar o título de Czar, equivalente russo do César latino, adotou também a denominação e substancia da autocracia.


Politicamente, autocracia é um termo que denota um tipo particular de governo absolutista, tendo um sentido restrito e outro mais amplo. O restrito e mais exato reporta-se ao grau máximo de absolutismo na personalização do poder. O sentido amplo é de um governo absoluto com poder ilimitado sobre os súditos, que apresenta uma grande autonomia em relação a qualquer instituição e aos governados. O chefe de estado absoluto é autocrata, portanto, sempre que não há força social capaz de limitar explícita e implicitamente seus poderes políticos. Logo nem todos os monarcas absolutos são autocratas, na Europa Ocidental nem mesmo o rei Luís XIV da França o foi; pode ademais existir autocratas que não são monarcas como Stálin e Hitler.


Cássio