quinta-feira, 15 de março de 2007

A União da Juventude Socialista

Somos jovens.

Somos jovens, vivemos num país construído duramente em mais de quinhentos anos de história por milhões de brasileiros. Levamos uma vida dura. É difícil morar, é difícil estudar, é difícil sobreviver.

Nos últimos anos, o desemprego é o principal problema para nós jovens. Sem emprego, muitos jovens partem para a criminalidade. Este mundo de ilusão, que precisa de dinheiro para comprar aquele tênis “da hora”, aquela moto “show”, aquela roupa “de marca”, joga a juventude num beco sem saída.

21 anos antes.

Na noite de 22 de setembro de 1.984 (Dia Internacional da Juventude), um manifesto lido na tribuna da Assembléia Legislativa do Estado se São Paulo anunciava: “Somos jovens operários, camponeses, estudantes, artistas e intelectuais. Buscamos o futuro e a liberdade, os direitos que nos são negados, a esperança banida, a vontade subjugada”. Começava naquele momento a história da União da Juventude Socialista com o lançamento do Manifesto da Juventude. Aldo Rebelo, ex-presidente da UNE e hoje presidente da Câmara dos Deputados, foi o primeiro presidente de nossa entidade.

Foi assim que começou a se forjar a UJS, já no meio do principal movimento de redemocratização do País as Diretas Já, em 1.988, lutamos vitoriosamente; na Constituinte, pela ampliação do direito à participação política da juventude, através do voto aos 16, foi a juventude da Frente Brasil Popular, no pleito que levou Lula ao segundo turno em 1.989; lançamos a campanha “Jovens curupiras em defesa da Amazônia”, em janeiro de 1.992 de fendemos o desenvolvimento ecologicamente equilibrado na Eco Rio 92, lutamos pela aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como alternativa à redução da maioridade penal, batalhamos por uma educação pública, gratuita e de qualidade; fomos os primeiros a levantar a Bandeira do “Fora Collor!”, protagonizando um movimento que resultou no impeachment do Presidente da República; resistimos ao projeto neo-liberal que assolou o país, com o desmonte do Estado e privatizações de várias estatais, erguendo bem alto a bandeira do Fora FHC!, e lançamos a campanha primeiro emprego pra juventude (principal bandeira do programa de juventude de Lula nas eleições de 2002).

Ainda há desrespeito, ainda há opressão, ainda há injustiça, ainda há inúmeros motivos para haver juventude buscando alternativa e haver jovens desiludidos sem expectativa de um amanhã melhor, quando não sem um amanhã. É por isso e por ciência que a juventude tem papel fundamental na transformação diária que sofre a sociedade que a UJS vive, dia após dia, lutando pela conscientização e organização da juventude.

Esse é um panorama geral da história da UJS que em muitos momentos se confunde com a história da juventude brasileira, que por sua vez se confunde com os últimos 22 anos de história do Brasil.

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